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Deputada declara estar envergonhada com contrabando de madeira da Amazônia

Brasília, 19/03/2008 – A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), presidenta da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, declarou ontem estar envergonhada com o contrabando de 6 mil toneladas de madeira da Amazônia, denunciado e impedido de ser descarregado pelo Greenpeace, no litoral da França, por onde entraria para os países da União Européia.

“É preciso uma atuação mais firme do Estado brasileiro para coibir e reprimir os crimes ambientais e contra os direitos humanos, mas também para implantar políticas de desenvolvimento sustentável às populações, que não podem ser largadas à própria sorte”.

Desmonte – Segundo a socialista, o fato se relaciona ao desmatamento, queimadas, grilagem e disputa de terras na Amazônia e “demonstra que o Estado brasileiro deve fortalecer suas instituições e aplicar as leis do nosso país. No Brasil, o Estado veio sendo desmontado de propósito para permitir a ilegalidade, a biopirataria, o tráfico, o contrabando”, afirmou. Para ela, “os fatos recentes revelam o enfraquecimento do poder de fiscalização e de polícia, da Polícia Federal, do IBAMA e das outras forças públicas naquela região. O Estado fraco é ruim para o Brasil e para a população brasileira”, arrematou a socialista.

Ela anunciou que o problema será debatido na CAINDR, junto com políticas que possam fortalecer a presença do Estado brasileiro na região Amazônica junto com políticas que promovam o desenvolvimento sustentável.

Cooperação - Além de cobrar ação do governo brasileiro, a socialista acredita que o Brasil pode contar com a União Européia para impedir esse tipo de mercado ilegal, que tem grave repercussão sobre a massa florestal amazônica, no aquecimento global e na violação dos direitos básicos da pessoa humana. “A União Européia, tão ciosa com a legislação, com a conservação ambiental e com os direitos humanos, fará faça sua parte para coibir o comércio de madeira extraída ilegalmente e que é resultado, em boa parte, do trabalho escravo ou similar”.

A CAINDR divulgará uma nota oficial sobre este episódio particular de contrabando de madeira, bem como sobre outros problemas relacionados. Uma reunião, na próxima semana, tratará de medidas que poderão contribuir para reduzir a extração ilegal das riquezas naturais daquela floresta brasileira.

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Comentários

Um comentário para “Deputada declara estar envergonhada com contrabando de madeira da Amazônia”

  1. issO não deve acontecer pow…

    Escrito por afonso | 14/10/2008, 15:39

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