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Eleições 2008

Panorama político

O panorama político hoje em Macapá parece oferecer duas variáveis incomuns com relação às duas eleições passadas: uma delas é a possibilidade do Partido Progressista, o PP, do vice-governador, Pedro Paulo Dias, apoiar uma candidatura de Davi Alcolumbre(DEM) à prefeitura, criando um racha dentro do governo com proporções incalculáveis; A outra é a indefinição do nome do candidato de oposição, que se junta em uma frente de partidos de esquerda, que até agora contabiliza PSB(Partido Socialista Brasileiro) e PSol(Partido Socialismo e Liberdade), com a possibilidade de ter também o PPS(Partido Popular Socialista).

Enquanto o Partido Democrático Trabalhista -PDT – do Governador Waldez Góes já assume francamente a candidatura do primo do governador, deputado estadual Roberto Góes, o espaço para o candidato de oposição continua aberto. Dois partidos podem ser considerados de oposição no cenário principal da política atual, o PSB e o PSol, que ensaiam uma aliança aqui no Amapá. O PPS, partido sem muita tradição local, que se sentiu lesado pela saída da deputada federal Lucenira Pimentel(PR- Partido Republicano), que deixou o partido depois de eleita, também aspira um lugar ao sol na oposição. A frente de oposição tem grandes chances de apresentar um candidato ou candidata jovem, nesse time estão os nomes de Randolfe Rodrigues(Psol), Camilo Capiberibe(PSB) e Cristina Almeida(PSB), isso se não resolverem lançar mão da experiência de João e Janete Capiberibe(dep. federal – PSB) para o embate.

A aliança Tucano-Democratas, anunciada pelo senador Papaléo Paes(PSDB-Partido da Social Democracia Brasileira) para apoiar a candidatura do deputado Davi Alcolumbre(DEM) corre por fora, tem independência política, mas não é oposição, está namorando com Lucas Barreto(PTB) e flerta também com o PP do vice-governador Pedro Paulo Dias e dos irmãos Dias. É um caso parecido com a candidatura de Papaléos Paes ao governo do Estado em 2006, nem oposição, nem situação, parece mais com uma dissidência do governo. Essa é uma chapa paragovernista, que incomoda duplamente o projeto político do presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Jorge Amanajás(PSDB) de chegar ao governo em 2010: se por um lado reforça o projeto do grupo do atual vice Pedro Paulo Dias(PP) para candidatar-se ao governo do estado; por outro deixa Amanajás sem partido, já que o PSDB nacional decidiu apoiar Alcolumbre. Assim pode-se deduzir que Amanajás vê na candidatura de Roberto Góes a encarnação de seu projeto futuro de governar o Amapá e pode preferir até uma chapa de oposição a essa formada em torno do nome de Davi Alcolumbre.

Há outros partidos que estão comprometidos demais ou com governo ou com prefeitura, ou com ambos. Há o caso do PCdoB, que depois de participar de todo o mandato da gestão atual do prefeito João Henrique Pimentel(PT), resolveu no final da última semana, deixar a prefeitura, alegando que a cidade está um caos. A constatação “repentina” do PCdoB tem provocado dúvidas entre os analistas políticos locais, que insistem em perguntar quando o partido vai deixar os cargos que ocupa no governo. Ou seja, apesar de invocar uma possível candidatura do deputado federal Evandro Milhomem à prefeitura, o PCdoB não parece ter independência político-administrativa para fazê-lo, a não ser que abra mão dos cargos que detém no governo. Esse é o caso também de outros partidos como o próprio PSC, do deputado Moisés Souza, que também se diz candidato a prefeito, mas mantém indicados no governo.

Existe a possibilidade de o Prefeito João Henrique lançar um candidato a sua própria sucessão, que é a única maneira de JH continuar sendo “player” na disputa política local e tentar firmar-se como liderança. Caso abra mão de lançar candidatura própria e ceda as pressões dos governistas para apoiar Roberto Góes, com direito a indicar um vice, JH corre sérios riscos de virar traço na política amapaense e ele sabe disso, pois vai fazer parte do grande “arco” governista, que já comporta lideranças demais, além de ter que aguentar ser transformado na “Geni” das eleições sem poder falar nada. Já deu pra perceber que o governo vai fazer tudo pra se distanciar da tão falada parceria, jogando a culpa da situação da cidade única e exclusivamente no prefeito.

O Partido dos Trabalhadores corre por fora com uma possível candidatura da deputada federal Dalva Figueiredo, que estaria sendo minada pelo próprio governador Waldez Góes, em articulações para nomear o deputado estadual Joel Banha para assumir o comando da CEA(Companhia de Eletricidade do Amapá). Banha faz frente ao grupo de Dalva internamente no PT, além disso é o grupo de Dalva que detém atualmente a indicação da CEA. Com a saída de Joel Banha da Assembléia, quem assumiria seria a ex-deputada Rosely Matos(DEM), com possibilidades de dividir no território aliado ao governo, leia-se, uma possível candidatura de Davi Alcolumbre.

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Comentários

2 comentários para “Panorama político”

  1. As eleições municipais 2008 é muito importante para o futuro politico do Estado a partir de 2010,a briga sem mídia entre o Vice Pedro Paulo e o Jorge Amanajás,vai esquentar os bastidores da politica,o Sr.Waldez,jogou uma bombon para o Pedro Paulo e ele aceitou,quando entregou a ele a SESA falida,quando o Governador se afastar do cargo para concorrer a outros cargos politico,o Vice-Governador estará mais queimado de que o João Pororoca e aí o Sr.Jorge Amanajás levará vantagens dentro do grupo de situação,até candidatura a prefeito foi dada ao sr.Pedro Paulo e ele agora esta mais atento que procurou logo desfazer essa tal candidatura,quanto a SESA,a harmonia entre o Presidente da Assembléia e o Governador,funcionou tão bem que hoje o Vice-Governador até da mídia ele desapareceu.

    Escrito por Anonymous | 16/03/2008, 10:15
  2. Quanto ao comentário,concordo só tem uma saida para o PP é lançar o Ex-deputado Benedito Dias a prefeito de Macapá,quanto a João Henrique ele vai ser a “GENI”,juntamente com a parceria nota “l0″,quanto aos demais:Jaime,Milhomen,Fátima,Moiséis,Dalva,eles vão ser convidados a ficar calados e ir embora para casa,sem ter direito a reclamações.

    Escrito por Anonymous | 16/03/2008, 10:38

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