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Internacional

Grupo Brasil/Cuba debate validação de diplomas estrangeiros

Brasília, 20/02/2007 – O Grupo de Amizade Brasil/Cuba, formado na Câmara dos Deputados, debateu nesta terça-feira, a situação dos estudantes brasileiros formados em Cuba e que ainda não conseguem exercer a medicina no Brasil. Já são 160 estudantes brasileiros nesta situação. O reconhecimento dos diplomas dos estudantes brasileiros formados em Cuba está previsto no Ajuste Complementar ao Acordo de Cooperação Cultural e Educacional, assinado em Havana em setembro de 2006. Servirá de piloto para a convalidação pelas universidades nacionais dos diplomas obtidos no exterior por estudantes brasileiros.

Validação – O Acordo com Cuba estabelece critérios para o reconhecimento, pelo Brasil, dos diplomas de brasileiros que cursam medicina e são titulados nas faculdades cubanas. Pelo Acordo, os ministérios de Saúde e Educação brasileiros coordenarão, por meio de uma Comissão Nacional com a presença de outros organismos ligados à área, a necessidade de exames para validação dos diplomas quando houver incompatibilidade curricular. Já nos casos em que houver compatibilidade curricular, universidades públicas brasileiras designadas pela Comissão Nacional farão o reconhecimento dos títulos sem a necessidade de exame.

Carência – “Uma grande parcela da população brasileira está sem qualquer atendimento médico, principalmente aquelas das regiões mais isoladas do país. Este é um problema que se arrasta durante décadas, sem que se consiga levar profissionais para estes lugares a qualquer preço. Manifesto meu total apoio à convalidação, que provoca o debate democrático e amplo da situação”, defendeu a parlamentar socialista.

Em 2001, no Governo do Desenvolvimento Sustentável do Amapá, 42 médicos formados em Cuba foram proibidos de exercer a medicina, deixando vulnerável o sistema de saúde no estado. Em 2005, outros 95 médicos foram proibidos de exercer a profissão deixando desassistidas as populações de 42 municípios no estado do Tocantins, depois que nenhum médico formado no Brasil se apresentou para trabalhar nestas localidades. Mesmo assim, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira põem empecilhos ao reconhecimento dos diplomas cubanos.

Tramitação – O Ajuste Complementar ao Acordo de Cooperação Cultural e Educacional foi enviado pelo Governo Federal à Câmara na Mensagem 22/2007. Já foi aprovada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Está agora na Coordenação de Comissões Permanentes onde aguarda despacho às comissões de Seguridade Social e Família, de Educação e Cultura e de Constituição, Justiça e Cidadania.

Siga Luciana no Twitter : www.twitter.com/lucapi

Comentários

4 comentários para “Grupo Brasil/Cuba debate validação de diplomas estrangeiros”

  1. Falando em Cuba, Luciana, ha anos atraz o governo queria devolver os medicos cubanos a Cuba -depois de trabalharem quase de graca por anos a fio no interior do Brasil em lugares aonde ninguem queria trabalhar- e ninguem da imprensa jamais voltou ao assunto.

    Voce saberia o que aconteceu com eles e se eles foram deportados mesmo?

    Escrito por Ivan Moraes | 22/02/2008, 5:48
  2. Quem fez tudo para os Médicos Cubanos não trabalharem no Amapá,foram exatamente os mesmo que foram presos pelas “Operações Pororoca”,”Antítodo I e II” e aqueles que mesmo não sendo presos sucatearam a saúde pública a partir de 2003.

    Escrito por Anonymous | 22/02/2008, 13:13
  3. Mas eles foram deportados ou nao foram?!?!?! Nunca mais ouvi falar no assunto. (Eu nem sequer sabia que havia medico cubano no Amapa!!!!!)

    Escrito por Ivan Moraes | 24/02/2008, 22:36
  4. Bom dia! Preciso do texto do acordo cultural entre Brasil e Cuba. Alguém pode disponibilizá-lo no site?
    Obrigada!
    Abraços,
    Roberta

    Escrito por Roberta | 24/07/2008, 10:49

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