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Beija-Flor terá abre-alas incandescente para conquistar bicampeonato

Escola homenageia capital do Amapá, Macapá, com lendas e viagens fantásticas.
“Não será um mais enredo amazônico”, afirma carnavalesco.
Daniel Targueta Da TV Globo, no Rio entre em contato

Daniel Targueta, da TV Globo, no Rio
De olho no bicampeonato, a Beija-Flor se inspira nas lendas e histórias de Macapá (Foto: Daniel Targueta / TV Globo)

Depois de buscar inspiração na África para conquistar seu décimo título, a Beija-Flor viaja este ano até o Amapá, mais precisamente à capital, Macapá. A cidade, que comemora 250 anos no dia do desfile da escola (4 de fevereiro), é o principal foco do enredo “Macapaba: equinócio solar, viagens fantásticas do meio do mundo”, desenvolvido por uma comissão de carnaval formada pelos carnavalescos Laíla, Alexandre Louzada, Fran Sérgio e Ubiratan Silva.

Índias no segundo carro da escola(Foto: Daniel Targueta / TV Globo)

“É um enredo muito diversificado. Não vamos cantar parabéns para Macapá e não tem alegoria de bolo”, afirma Alexandre Louzada, em seu segundo ano na azul-e-branca de Nilópolis.

O único momento essencialmente verde do desfile da Beija-Flor será no segundo carro, que mostra a riqueza ecológica de Macapá, com muitas índias, peixes e plantas, além de um enorme papagaio, que levantará vôo em plena Avenida. “E só isso de Amazônia”, adianta Louzada, que se inspirou no fato de a capital do Amapá ser a única cidade cortada pela Linha do Equador para abusar do colorido.

Abre-alas incandescente

“Queremos fugir daquela estética de desfiles amazônicos que já passaram muitas vezes na Sapucaí. A Beija-Flor está mais colorida e mais luxuosa do que no ano passado”, comenta Alexandre Louzada, que abre seu carnaval com o vermelho, para lembrar os fenômenos solares que acontecem em Macapá.

O símbolo da escola, beija-flor: giro de 360º no carro (Foto: Daniel Targueta / TV Globo)

“A abertura é uma fantasia de carnaval, em que o beija-flor de Nilópolis conhece o beija-flor de Macapá, conhecido lá como brilho-de-fogo, viajando na Linha do Equador durante o equinócio”, explica Louzada, que prepara um abre-alas de 36 metros de comprimento, em dois carros acoplados.

“Gastamos R$ 150 mil só na compra de acetato para o abre-alas. Fizemos também um investimento pesado em iluminação nele. Parece que o carro é incandescente como o sol”, acrescenta.
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A exemplo do ano passado, o símbolo da azul-e-branca nilopolitana também estará presente na alegoria, junto com outros cem beija-flores de diferentes tamanhos. “O beija-flor central vai girar 360 graus como se estivesse circundando o planeta e também toda a Avenida”, aponta Louzada.

Mar de olhos à ‘Big Brother’

Outro momento de explosão de cores no desfile da Beija-Flor é o quarto setor, que mostra a chegada dos navegantes à região do Amapá. Para falar sobre a ambição dos piratas, visando às riquezas naturais, Alexandre Louzada criou uma ala especial, que desfilará ao redor do carro. Os integrantes vão segurar nas mãos a réplica de um olho, que simboliza a cobiça européia.

“É um mar de olhos pelo qual navegará nossa alegoria, um navio meio pirata, meio fantástico. As velas lembram asas de morcego, com cores de borboletas. E o carro também terá uns olhos grandes com movimentos articulados, que foram inspirados na abertura do ‘Big Brother’”, descreve.

Mil e uma noites no Amapá
Foto: Daniel Targueta/TV Globo
Fenícios em Amapá no desfile da azul-e-branca

O azul característico da escola pincela algumas das oito alegorias da Beija-Flor, como a quarta, que mostra a suposta presença fenícia na região, antes do descobrimento do Brasil. O carro, todo dourado e trabalhado em pedrarias, mostra elementos fenícios fundidos à cultura local, como a onça-esfinge que arremata a parte central da alegoria.

“Nós nos baseamos em relatos que apontam a chegada dos fenícios em uma cidade banhada a ouro na terra de sol a pino. O carro foi inspirado nas Minas do Rei Salomão”, diz o carnavalesco, que também citará outra cultura instalada no Amapá: a dos descendentes de mouros marroquinos, que fundaram a cidade de Mazagão.

“Será um momento de ‘Mil e uma noites’ na Avenida. Essa alegoria é toda em tons de rosa e é decorada com tendas e camelos”, adianta Louzada.

Os achados arqueológicos no estado serão ilustrados no terceiro carro. As baianas de Nilópolis desfilarão neste setor, representando a cerâmica indígena. “É como canta o refrão do meio do nosso samba: ‘Quem foi meu Deus, que fez do barro poema? / Quem fez meu Criador se orgulhar? / Os cunanis, aristés, maracás / Foram dez, foram mais pelo Amapá’”, cita Louzada.

Índio no lugar de São José

A Fortaleza de São José, também citada no hino da Beija-Flor, será representada em uma alegoria em forma de estrela de cinco pontas.

Daniel Targueta, da TV Globo, no Rio
TV Globo
São José no colo da índia: mitos indígenas no lugar dos santos católicos
Foto: Daniel Targueta/TV Globo

“A partir da construção dessa fortaleza, deu-se a fundação da cidade de Macapá. E São José estará no desfile como um bebê no colo de uma índia, para evitar problemas com a Igreja Católica. Nas laterais, há velas e lírios brancos e amarelos, que nascem no Rio Amazonas”, explica o carnavalesco.

Já o encerramento do desfile retorna à Linha do Equador para mostrar a cultura local. “É um trabalho poético em cima do futuro, em que resgatamos o azul e o branco para celebrar os 250 anos de Macapá com uma ciranda de índios espaciais que dançam o marabaixo, característico do Amapá”, conta Alexandre Louzada.

As baianas mais antigas da escola e Soninha Capeta, que por muitos anos foi rainha de bateria da escola, serão destaques no último carro. “Todas elas simbolizam a Beija-Flor”, diz.
Matéria publicada no Sítio Globo.com

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Comentários

Um comentário para “Beija-Flor terá abre-alas incandescente para conquistar bicampeonato”

  1. Quero parabenizalo pelas belas fotos, dizer que tenho iterece na bela foto em que há uma onça pintada , tem como mandar estas fotos via email.

    sem mais
    obrigado.

    Escrito por João Luiz Gonçalves | 18/03/2009, 22:51

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