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A ressaca de Mercadante

Depois de ter operado, articulado, convencido e conquistado a permanência de Renan Calheiros no Senado da República, Mercadante teve que colocar os pés de volta no chão e encarar a reação aos seus atos. Senador eleito por São Paulo, com 10,5 milhões de votos, Mercadante começou a ver que pode ter trocado os pés pelas mãos e perdido o patrimônio mais importante para um político que são os votos, (mais até do que os bois de Renan). Mercadante deve ter medido o impacto de sua atuação no caso da absolvição de Renan e agora, vejam só o que achei na Folha Online hoje:

PT e PMDB trocam acusações sobre derrota; Mercadante pede saída de Renan

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Senadores da base aliada do governo responsabilizaram o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) pela rejeição da medida provisória que criou a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República e outros 626 cargos comissionados no governo federal. Na opinião de governistas, a crise política e o desgaste sobre o presidente da Casa permitiram a desestabilização da base aliada no Senado.
01.jun.2007/Folha Imagem
Sem PMDB, governo não conseguiu aprovar MP que cria secretaria de Mangabeira Unger
Sem PMDB, governo não conseguiu aprovar MP que cria secretaria de Mangabeira Unger

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) voltou a defender o afastamento de Renan da presidência da Casa para que as votações sejam retomadas no Senado e sem prejudicar o governo. Na opinião de Mercadante, a permanência de Renan é um “fator de instabilidade da crise política” que atinge o Senado.

Mercadante recomendou que Renan vá cuidar de sua defesa nos três processos a que responde no Conselho de Ética da Casa porque considera “muito difícil” o peemedebista elaborar os argumentos em seu favor. “O ideal seria que ele se licenciasse da presidência, fosse cuidar da defesa do seu mandato porque vai ser muito difícil diante dos processos que ainda terá que enfrentar”, afirmou.

O petista considerou “injustificável” a posição do PMDB de votar contra a medida provisória que criou a secretaria chefiada pelo ministro Mangabeira Unger e os mais de 600 cargos comissionados no Poder Executivo. “É incompreensível que um partido da base aliada tome essa decisão. O único fator que pode levar o PMDB a essa situação é a crise que atinge o senador Renan”, afirmou.

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