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Ele não larga o osso


foto e legenda da agência Brasil: O presidente do Senado, após leitura de carta de demissão de Marcos Santi do cargo de secretário-adjunto da Secretaria Geral do Senado, cumprimenta o Corregedor do Senado, senador Romeu Tuma (DEM-SP)

29/08/2007 – 19h33 – Plenário
Renan: “Não pedi nenhum parecer”
Agência Senado

O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou que não pediu qualquer parecer ao consultor legislativo do Senado Marcos Santi. Ele leu trecho da carta de demissão de Santi do cargo de Secretário-Adjunto da Secretaria Geral do Senado, em que o funcionário afirma que não concedeu qualquer entrevista a veículos de comunicação.

Conforme notícia de jornais, Santi teria pedido demissão porque o corpo técnico do Senado estaria sendo pressionado a agir favoravelmente ao presidente do Senado em seu processo no Conselho de Ética.

Renan fez a declaração da presidência da sessão, depois de questionado pelo senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB.

No Correio Braziliense

Enquanto a agência Senado “vende” a versnao oficial de seu presidente, leia trecho da matéria sobre o assunto publicada no Correio Braziliense de hoje:

Santi reuniu-se com os relatores do caso Renan e depois prestou depoimento ao Corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP). Reafirmou que pedira afastamento do cargo por não aceitar a interferência do presidente do Senado no processo. Disse que a Consultoria e a Advocacia do Senado estão sendo pressionadas a dar pareceres favoráveis a Renan. Segundo ele, falhas foram cometidas de propósito no processo para que Renan tenha a oportunidade de recorrer à Justiça se for cassado.
No plenário, Renan tentou contornar a crise. “Nunca permiti que se utilizasse a máquina do Senado para que se beneficiasse ninguém, nem seu presidente”, jurou. Ele ainda tentou se aproveitar da carta de exoneração do servidor para argumentar que o episódio não havia passado de “um equívoco”.
Em um trecho da carta, Santi diz que em momento algum concedeu “entrevista a qualquer veículo de comunicação”. A senadores, ele confirmou ter conversado com jornalistas, mas disse ter sido apenas um desabafo. Justificou o parágrafo da carta como uma forma de evitar um processo administrativo. Pela lei 8.027, que rege o comportamento dos servidores, ele pode ser demitido por insubordinação se criticar publicamente um senador.

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