Pouco antes da decisão sobre o tipo de votação a ser adotado no conselho de Ética do Senado pra decidir sobre o futuro de Renan Calheiros, se com voto aberto ou fechado, a agência Brasil registrou a seguinte matéria:
Senador condiciona retirada de pedido de vista a votação fechada do processo de Renan
Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O senador Gilvam Borges (PMDB-AP) informou que a manutenção dos pedidos de vista ao relatório final da investigação de quebra de decoro por parte do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), dependerá do tipo de votação que o Conselho de Ética definir daqui a pouco.
Se a votação for secreta, como defende o presidente do colegiado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), Borges disse que ele e o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) poderão retirar os pedidos já feitos. Pedido de vista é um expediente pelo qual um ou mais parlamentares pedem tempo extra para analisar um processo, que não pode ir a votação no tempo de análise.
O peemedebista do Amapá acrescentou que, no caso de a decisão ser submetida ao plenário do conselho e prevalecer a proposta de votação aberta, os pedidos de vista por cinco dias serão mantidos para que se apresente um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que este decida como os conselheiros devem proceder a votação do parecer.
Segundo Gilvam Borges, a consulta ao STF “está pronta há três meses”, desde quando começaram as investigações. “O que está acontecendo aqui é muito sério. Isso pode significar uma cassação. O que está em jogo é a vida de uma pessoa”, comentou.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que, se o recurso ao Supremo realmente acontecer, o presidente Renan Calheiros “esgarçará ainda mais sua relação com os senadores”.
Já o líder do DEM, José Agripino (RN), afirmou que um eventual recurso ao STF durante o período de vistas não interferiria no processo de votação, “uma vez que não tem caráter suspensivo”.
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