O deputado Estadual escreveu artigo em seu blog sobre a visita e o pedido do juiz Constantino Brahuna, que foi à Assembléia pleitear aumento do percentual do judiciário.
“O primeiro equívoco é o de tentar fazer do judiciário um poder diferente dos outros”
Esta semana, o parlamento estadual viveu um momento difícil que pode, ou não, revelar uma tentativa de intromissão de um poder nos assuntos de outro. O Juiz Constantino Tork Brahuna foi à Assembléia Legislativa pedir apoio aos deputados à medida apresentada pelo deputado Alexandre Barcelos (PSL-AP). A medida em questão é uma proposta de emenda à constituição estadual fixando em 8% o percentual do orçamento do estado dedicado a financiar os trabalhos do poder judiciário. Segundo Brahuna, 8% seria um marco histórico conquistado em 1995. O que Brahuna não falou, e nem mostrou, é que em nenhum outro ano da existência do poder judiciário no Amapá houve percentual semelhante a 8% do orçamento. Talvez por isso, a tabela por ele apresentada na última quarta-feira estivesse incompleta, iniciando-se apenas no ano de 1995. Nem durante o governo Barcellos, nem no governo Capiberibe e nem mesmo nos generosos anos do governo Waldez Góes o judiciário voltou a receber os 8% de 1995 e só recebeu esse percentual em 1995 porque o então governador Barcellos não elegeu seu sucessor e decidiu, de maneira marota, fazer gentileza com o chapéu alheio, logo nada há de histórico no percentual de 8%.
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