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Um paradigma chamado Mônica

Mudei o post, porque só depois percebi que faltava um pedaço do texto do jornalista Ricardo Noblat, onde ele explica o porquê do paradigma da Mônica. Desculpem-me a grave falha. Vai agora a versão na íntegra:

Um paradigma chamado Mônica

Há mais pontos de contactos entre Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Renan Calheiros (PMDB-AL) do que pode supor a vã filosofia.

Ambos são senadores (“notícia velha!”). Ambos são do PMDB (“grande novidade!”).

Quintanilha foi eleito presidente do Conselho de Ética do Senado por indicação de Renan (“conta outra!”). E retirou o convite para que Renato Casagrande (PSB-ES) ocupasse o cargo de relator do Caso Renan a pedido de… Renan (“vá direto ao ponto!”).

Por fim, quer absolver Renan rapidinho da acusação de ter pago despesas particulares com dinheiro de um lobista – assim como Renan quer ser absolvido rapidinho (“mais uma dessas e abandono a leitura!”).

Agora, segure lá: o jornalista Fábio Pannunzio acaba de contar na rádio Bandnews FM que Quintanilha tem um filho fora do casamento; que paga de pensão à mãe da criança R$ 900,00 mensais; e que a mãe exige receber doravante o mínimo de R$ 7 mil – também conhecido como “o novo paradigma da Mônica”.

Renan paga R$ 7 mil mensais de pensão à jornalista Mônica Veloso porque é pai de uma filha dela.

Senadores e deputados em situação parecida estão sob severa marcação de seus ex-casos que já não aceitam ganhar menos do que Mônica.

O valor da pensão de Mônica virou piso, não teto para muitas mães de filhos ocultos de políticos pelo país afora.

Há também ex-mulheres de políticos que passaram a cobrar reajuste das pensões que recebem depois que descobriram quanto ganha ou pode ganhar um senador ou deputado. É o caso, por exemplo, da ex-mulher de um senador do DEM do Centro-Oeste.

Indiciado pela Polícia Federal por crime de corrupção, processado pelo Supremo Tribunal Federal, Quintanilha é pecuarista, assim como Renan.

Só falta descobrir que ele é dono de bois voadores.

Vez por outra, os bois de Renan são flagrados atravessando as fronteiras entre Alagoas e os Estados vizinhos.

O Amapá não é vizinho de Alagoas, mas Gilvam é da turma do PMDB de Renan, está aqui a prova – Leia a nota publicada no sítio do jornalista Correa Neto sobre o filho fora do casamento de Gilvam:

Maria Joana Ferreira Barros entrou com uma ação na 3ª Vara da Família pedindo revisão de pensão de alimentos. Dona Joana tem um filho de dez anos com o senador Gilvam Pinheiro Borges, que recebe do pai R$ 350 mensais, resultado de um acordo feito sem a presença dela, representada por um advogado.

O menino foi criado até os seis anos sem ser reconhecido, o que só aconteceu por decisão judicial depois do teste de DNA. Ele não tem qualquer relação com o senador, que “paga a pensão quando quer”, protesta a mãe. Segundo ela, passam meses sem que receba, até que “um dia ele resolve e paga”.

Dona Joana não sabe o que a lei determina mas entende que diante da fortuna que o senador Gilvam Borges possui – o Renan tem vacas o Gilvam tem emissoras de rádio e televisão – a pensão alimentícia do filho deveria ser proporcional aos ganhos do pai.

Maria Joana vive com o menino, pagando aluguel de R$ 250 por mês e se sustenta com serviços de limpeza em residências e escritórios. Mesmo com pai milionário, o filho do senador Gilvam Borges não tem uma casa onde morar.

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