
A revista Isto é dessa semana publica um placar com as dez obras mais irregulares do país, segunto levantamento feio pelo Tribunal de Contas da União, e olha nós aí de novo, o Amapá, como não podia deixar de ser está lá, entre os dez mais.
Segue também um trecho da matéria que fala sobre a falta de investimentos do governo na área aeroportuária:
A falta de dinheiro para realmente investir em grande parte estava sendo explicada na mesma quinta-feira 21, no Congresso. Na CPI do Apagão, a empresária Silvia Pfeiffer revelou como é que um grupo de autoridades públicas montou esquemas para subtrair dinheiro da Infraero. “Há contratos superfaturados em até 100%”, disse ela, confirmando as denúncias que já revelara em entrevista exclusiva a ISTOÉ. A sessão foi tensa, Silvia chegou a passar mal e foi socorrida pelos médicos do Senado, mas listou os nomes dos que teriam desviado recursos públicos e entregou uma série de documentos. Ali perto, na sede do Tribunal de Contas da União, um grupo de procuradores fechava o primeiro trabalho consistente sobre uma das razões do caos aéreo – a precariedade da infra-estrutura dos aeroportos. No documento, os procuradores, coordenados pelo procurador-chefe, Lucas da Rocha Furtado, compilaram 82 processos contra a Infraero.
O PRESIDENTE E ELEUZA, DIRETORA DA INFRAERO
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São listadas as dez obras com mais indícios de corrupção (leia quadro) e eles dissecam cada uma delas para tentar compreender como é o padrão geral de desvios. Dessas, o atual presidente da Infraero, José Carlos Pereira, é apontado como co-responsável por três. Já o deputado Carlos Wilson, antecessor de Pereira, aparece em sete casos. A diretora de engenharia, Eleuza Lores, que também na quinta-feira 21 prestou depoimento à CPI do Apagão na Câmara, é co-responsável por oito. “Em todos os processos de obra em andamento os critérios de pré-qualificação aplicados pela estatal eliminam de imediato a absoluta maioria dos concorrentes, com indícios claros de direcionamento da licitação e facilitação de conluio”, explica o documento. “Se o dinheiro é desviado da Infraero, não se investe no essencial”, lamenta o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator da CPI do Apagão.
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