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Prisões por tráfico expõem contradições da imprensa amapaense

A prisão de Janaína de Melo e André Amoras Micciones, ambos de famílias de classe média no Amapá, por tráfico de ecstasy tem mostrado a fragilidade da imprensa amapaense. A maioria dos meios de comunicação, com exceção do jornal Folha do Amapá Online e da TV Amapá, afiliada da Rede Globo no Estado, omitiram os nomes e o grau de parentesco que os acusados têm com pessoas conhecidas do Estado.
>André é empresário, dono da Casa do Pão de Queijo localizada no shopping Macapá, ele é filho do dentista Francisco Micciones, responsável pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Estado, a mãe de André é chefe do cerimonial do Governo do Estado. Boas partes dessas informações foram repassadas pela própria Polícia Federal a toda a imprensa.
>André confessou à polícia federal sua participação no esquema de tráfico de ecstasy e a funcionária pública lotada na SEAD, Janaína de Melo foi presa em flagrante quando tentava receber por SEDEX 170 comprimidos de ecstasy. A PF prendeu ainda um terceiro envolvido que mora em Belém do Pará.
>Resta saber se a imprensa irá tomar o mesmo cuidado quando os envolvidos forem de família pobre e tiverem sobrenome desconhecido.

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