O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Nelson Jobim renunciou nesta terça-feira à disputa pela presidência do PMDB. Ele disputava o cargo com o atual presidente da legenda, o deputado Michel Temer (SP). O embate entre os dois ocorreria na convenção nacional do partido, marcada para domingo.
Entre os motivos alegados por Jobim para desistir de sua candidatura está a suposta intervenção do Planalto na disputa. Segundo aliados do ex-ministro, a gota d’água teria sido o convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) para assumir a Integração Nacional.
Jobim considerou que Lula estava fortalecendo o grupo de Temer, já que o presidente do PMDB tem a preferência da bancada do partido na Câmara –onde está Geddel.
Aliados de Jobim –como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o senador José Sarney (PMDB-AP) tentaram evitar a renúncia de Jobim. A Folha Online apurou que eles chegaram a pedir para Lula adiar a reforma ministerial e a confirmação de Geddel para a Integração. Mas o pedido não teria sido aceito.
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