
A candidatura do ex-presidente do STF, Nelson Jobim, à presidência do PMDB parece estar fazendo água. O atual presidente do PMDB, Michel Temer, diz ter uma pesquisa onde aparece com 57% dos votos dos delegados do partido. Jobim já aparece cabisbaixo e tendo que desmentir boatos de que desistiu da candidatura. Para nós aqui do Amapá, o detalhe que interessa nessa história é quem está por trás de Jobim. Leia esse trecho do Blog do jornalista Josias de Souza: Instado pelo repórter a revelar os seus números, Jobim desconversou: “Não estou cuidando disso. Quem está administrando esse tipo de contabilidade é a Roseana [Sarney]”. Derrotada na eleição para o governo do Maranhão, a senadora Roseana bandeou-se do PFL para o PMDB. E trabalha por Jobim, a exemplo de seu pai, o também senador José Sarney (PMDB-AP), e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Esse detalhe, o do apoio dos Sarney a Jobim, interessa particularmente ao Amapá porque foi Jobim, como ministro presidente do STF, quem deu o voto e a canetada que afastou o senador Capiberibe e a deputada Janete Capiberibe dos mandatos, respectivamente de senador e deputada federal. A decisão de Jobim foi polêmica, pois numa atitude raríssima em se tratando de decisões colegiadas, Jobim desempatou uma votação de forma contrária aos réus, ou seja deixando de lado o princípio do “In dubio pro reu”, beneficiando diretamente o PMDB, já que no lugar de Capiberibe assumiu o senador Gilvam Borges, umbilicalmente ligado ao senador Sarney e filiado do PMDB. A decisão de Jobim, ao cabo e ao fim, aumentou a bancada do PMDB no congresso, agora ele quer ser presidente do partido que beneficio tempos atrás com a decisão relatada, e com o apoio de quem? do senador Sarney, é claro, alguém desconfia o porque desse apoio?
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