Parlamentares governistas e de oposição reagiram ontem às declarações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello, que desafiou os deputados e senadores a trocarem de salário com ele. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), evitou polemizar e anunciou que o reajuste dos deputados não é mais prioridade. Mas houve quem condenasse as declarações de Marco Aurélio. O senador Gilvan Borges (PMDB-AP) se dispôs a exibir o contracheque para provar que ganha R$ 11 mil líquidos. “Eu vivo no vermelho.” Borges propôs quebrar o sigilo bancário dos parlamentares nas contas específicas de pagamento de salário. “Vão descobrir que aqueles que não são empresários nem têm renda extra estão todos com as contas abertas.” Só para constar, é bom lembrar que a família de Gilvam é proprietária de uma rede de comunicação composta por diversas rádios e emissoras de TV em Macapá e no interior do Estado.
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