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Os Góes cupins e os Góes preservacionistas. Você confia?

Uma matéria publicada na Folha de São Paulo de hoje traz a público um negócio que até agora vinha sendo mantido as escondidas. O governo do Amapá decretou em junho, na surdina, a criação de 4 milhões de hectares em florestas estaduais, e deve conceder 1 milhão de hectares à exploração florestal a partir do primeiro semestre de 2007. Diz a matéria da Folha referindo-se ao governo do Amapá.

Além de trazer um negócio escuso e obscuro a público, a matéria chamada “Amapá ganha distrito florestal próprio mostra que nós vivemos num estado onde o governo vende uma imagem totalmente diferente daquilo que suas atitudes demonstram e ainda atropela leis e age com arrogância para fazer o que quer.

A matéria revela ao Brasil uma face do governo que o Amapá não conhece: A de preservacionista, competindo inclusive com o Estado do Acre. O Secretário Alberto Góes, do alto de sua sabedoria, desdenha da política de preservação adotadas no Estado de Chico Mendes. “Estamos começando a fazer aqui o que o Acre deveria ter feito há dez anos, ou seja, nos antecipando à pressão”, diz o secretário especial de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Alberto Pereira Góes, em relação à política de ordenamento fundiário adotada em seu Estado, que inclui a criação das novas florestas.
Amapá e Acre são os dois únicos Estados amazônicos que decidiram fazer da biodiversidade o ponto focal de suas políticas públicas. No Acre, no entanto, o chamado “Governo da Floresta” não conseguiu conter o ritmo de desmatamento, puxado pela invasão de pecuaristas vindos de Rondônia.
Continua a matéria do jornal paulista.

Com as concessões florestais, o governo estadual espera atrair “bons” madeireiros -empresas que trabalhem com manejo florestal ou madeira certificada pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal). Elas teriam direitos de exploração sobre as florestas por um prazo mínimo de 20 anos e funcionariam segundo os parâmetros ambientais definidos pelo Instituto Estadual de Florestas.
Continua o jornalista da Folha de São Paulo. O jornalista adverte ainda para a ilegalidade do negócio: Se o negócio der certo, o Amapá se consolidará como o Estado que tem proporcionalmente mais florestas sob proteção oficial: 73% de seus 14,3 milhões de hectares. Se não der, adverte um especialista, o Estado pagará o preço de induzir a atividade madeireira onde ela praticamente inexiste hoje -e trazendo a ilegalidade no bojo.

Você acredita que assim como existem os Góes madeireiros, que têm até representante na Assembléia Legislativa e no governo do estado, existem os Góes preservacionistas? Estranho, muito estranho! Colocar madeireiro pra tomar conta de floresta e ainda dizer que vai procurar os “bons madeireiros” e quem controla tudo isso é um representante legítimo da família Góes, famosa por fazer parte de que atividade no Amapá? A madeireira. Bingo!

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